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Construção – Chico Buarque

25/05/2010
Intérprete – Chico Buarque
 
Compositor – Chico Buarque
 
Ano de divulgação – 1971
 
Álbum – Construção
 
 
“Morreu na contramão atrapalhando o tráfego”
 
Foi com o álbum Construção, em 1971, que Chico Buarque mudou seu estilo, deixando de compor músicas com estilos de bossa nova para passar a fazer músicas mais concretas, com críticas claras à ditadura.

Álbum Construção

A faixa-título do álbum é sem dúvida uma crítica muito clara sobre um homem que trabalhou até sua morte. Quem ouve Construção fica espantado com a capacidade de Chico de manter uma letra precisa trocando apenas os versos de lugares. Coisa de gênio! Obra de um gênio chamado Chico Buarque.
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From → Músicas

2 Comentários
  1. Millena permalink

    Caramba eu n estou conseguindo encontrar a análise da música construção de Chico Buarque

    • Nely permalink

      Essa é uma das músicas de Chico que sinto muito prazer em ouvir. E, sim, também fico encantada com o jogo de palavras. E cada uma sempre muito bem pensada ao ser colocada. Não sei suas razões, o que ele quis dizer. Mas gosto de imaginar esses três homens que morreram ao cair de uma obra em construção.

      O primeiro, o trabalhador. Aquele que por uma questão social não teve direito a sonhos, a poesia, ao prazer. Talvez a vida fosse uma prisão. Andava em passos tímidos. Construía paredes sólidas. Até o dia em que acredita não suportar mais e decide por um fim. Em seus olhos cimento e lágrimas. Sabendo do fim, dançou e gargalhou como se ouvisse música. E tropeçou no céu como se fosse um bêbado. E então viveu a liberdade… Flutuou no ar como se fosse um pássaro. Até quando se acabou no chão. Talvez se o retratassem, fosse possível ver um sorriso em seu rosto.

      O segundo, ah… esse era o boêmio. Ao se despedir, beijou sua mulher como se fosse a única. Atravessou a rua no seu passo bêbado. Ergueu paredes mágicas. Sentou pra descansar como se fosse um príncipe e comeu feijão com arroz como se fosse o máximo. E então tropeçou no céu como se ouvisse música e flutuou no ar como se fosse sábado. Morreu. Antes, viveu.

      O terceiro. Esse era o louco, o insano. Estava vivo e isso era um espetáculo. Não vivia a realidade. Quer dizer, a nossa realidade. A dele era muito melhor. Amou sua mulher como se fosse máquina. Ergueu paredes flácidas. Sentou pra descansar como se fosse um pássaro. E, finalmente, flutuou no ar como se fosse um príncipe. “Morreram”. Mas tenho minhas dúvidas se ele acredita nisso.

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