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Ponto de Interrogação – Gonzaguinha

Intérprete – Gonzaguinha

Compositor – Gonzaguinha

Ano de divulgação – 1980

Álbum – De volta ao começo

letra e música http://letras.terra.com.br/gonzaguinha/46285/

“Por acaso algum dia você se importou em saber se ela tinha vontade ou não?”

A relação de um homem com uma mulher vai muito além do sexo, mas muitas vezes os homens só buscam o prazer, sem se importarem com os sentimentos de sua companheira, que, na maioria das vezes também está interessada em ser amada e em também sentir prazer. Ponto de interrogação é uma canção que expressa perguntas que um homem só faz a si mesmo quando está magoado, sofrendo a perda de um amor verdadeiro, “são perguntas tão tolas de uma pessoa, não ligue, não ouça, são pontos de interrogação”  

De volta ao começo, um dos melhores discos de Gonzaguinha

Por ser ritmada e tocada em um estilo de bolero, a canção consegue ser profunda e melancólica. O desabafo de Gonzaguinha é passado de uma forma concisa, fazendo com que os homens que ouvem olhem pra dentro de si e passem a enxergar o sexo de uma outra maneira. Será que a mulher também está interessada em transar? Será que o sexo feito unicamente para a busca de prazer de apenas uma pessoa não se torna um vício de obrigação?

Pois com a outra você faz de tudo, lembrando daquela tão santa, que é dona do seu coração”. Aqui, Gonzaguinha começa a questionar um lado da traição que passa despercebido muitas vezes. Por mais que se traia, o coração que continua amando e te questiona sobre o porquê de não fazer as mesmas coisas com quem realmente merece.

Cachimbo da Paz – Gabriel O Pensador

Intérprete – Gabriel O Pensador

Compositores – Gabriel O Pensador, Bollado Emecê e Memê

Ano de divulgação – 1997

Álbum – Quebra – Cabeça

letra e música – http://letras.terra.com.br/gabriel-pensador/46096/

“Com tantas drogas por que só o seu cachimbo é proibido?”

Muitos podem dizer que “Cachimbo da paz” é um hino em defesa da maconha, entretanto a canção composta para o segundo álbum de grande sucesso de Gabriel O Pensador quer na verdade mostrar que a violência e uso de drogas chegaram a um ponto muito maior do que o uso da maconha. Hoje, morrem pessoas vítimas do álcool e do cigarro, drogas legais, mas que, assim como a maconha, geram violência.

A intenção de Gabriel O Pensador não é legalizar a maconha, mas abrir a cabeça das pessoas de que não é apenas ela a culpada dos crimes no país. Além disso, o tráfico também aparece na letra da canção: “E o cachimbo do índio continua proibido, mas se você quer comprar é mais fácil que pão. Hoje em dia ele é vendido pelos mesmos bandidos que mataram o velho índio na prisão”.

Primeiro álbum de Gabriel O Pensador a fazer impacto no público

Gabriel O Pensador nunca foi pobre, mas achou no rap, ritmo típico das classes mais baixas,  um modo de expressar seus sentimentos, suas ideias e suas críticas. Cachimbo da paz é apenas um exemplo da inteligente obra do rapper.

Chão de giz – Zé Ramalho

Intérprete – Zé Ramalho

Compositor – Zé Ramalho

Ano de divulgação – 1978

Álbum – Zé Ramalho

letra e música – http://letras.terra.com.br/ze-ramalho/49364/

“Não vou me sujar fumando apenas um cigarro”  

Primeiro álbum de Zé Ramalho. Entre outras preciosidades, destaca-se Chão de giz

Muita gente sabe que Chão de giz é uma das principais canções de Zé ramalho. Muita gente admira a canção e sempre a canta quando a ouve no rádio ou no barzinho, mas poucas pessoas entendem ou sabe o significado da letra tão complexa. Chão de giz é realmente espetacular, mas principalmente por contar uma história verídica que aconteceu com Zé Ramalho na sua juventude.

Ainda jovem, o compositor teve um caso duradouro com uma mulher bem mais velha que ele, casada com uma pessoa bem influente da sociedade de João Pessoa, na Paraíba, onde ele morava. Ambos se conheceram no carnaval. Zé Ramalho ficou perdidamente apaixonado por esta mulher, que jamais abandonaria um casamento para ficar com um “garoto pé -rapado” que ela apenas “usava”.

Assim, o caso que tomava proporções enormes foi terminado. Zé Ramalho ficou arrasado por meses, mudou de casa, pois morava perto da mulher e, nesse meio tempo, compôs Chão de giz.

Sabendo deste pequeno resumo da história, fica mais fácil interpretar cada verso da canção.

“Eu desço desta solidão e espalho coisas sobre um chão de giz” (Um de seus hábitos, no sofrimento, era espalhar pelo chão todas as coisas que lembravam o caso dos dois. O chão de giz indica como o relacionamento era fugaz).

“Há meros devaneios tolos, a me torturar” (Devaneios e lembranças da mulher torturando ele)

“Fotografias recortadas de jornais de folhas amiúdes” ( Outro hábito de Zé Ramalho era recortar e admirar TODAS as fotos dela que saiam nos jornais – lembrem-se, ela era da alta sociedade, sempre estava nas colunas sociais)

“Eu vou te jogar num pano de guardar confetes” ( Pano de guardar confetes são balaios ou sacos típicos das costureiras do Nordeste, nos quais elas jogam restos de pano, papel, etc. Aqui, Zé diz que vai jogar as fotos dela nesse tipo de saco e, assim, esquecer as fotos para sempre) .

“Disparo balas de canhão, é inútil, pois existe um grão-vizir” ( Ele tenta ficar com elas de todas as formas, mas é inútil, pois ela é casada com um homem muito rico).

“Há tantas violetas velhas sem um colibri” ( Aqui ele utiliza de uma metáfora. Há tantas violetas velhas (Como ela, bela, mas velha) sem um colibri (um jovem que a admire), dessa forma ele tenta novamente convencê-la apelando para a sorte dela – mesmo sendo velha (violeta velha), ela pode, se quiser, ter um colibri (jovem).

“Queria usar, quem sabe, uma camisa de força ou de vênus” (Este verso mostra a dualidade do sentimento de Zé Ramalho. Ao mesmo tempo que quer usar uma camisa de força para se afastar dela, ele também quer usar uma camisa de vênus para transar com ela).

Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro” ( Novamente ele invoca a fugacidade d amor dela por ele, que o queria apenas para “gozar o tempo de um cigarro”. Percebe-se o tempo todo que ele sente por ela um profundo amor e tesão, enquanto é correspondido apenas com o tesão, com o gozo que dura o tempo de se fumar um cigarro).

Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom” (Para quê beijá-la, se ela quer apenas o sexo?).

” Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez…” ( Novamente ele resolve ir embora, após constatar que é impossível tentar. Entretanto, apaixonado como está, vai novamente à lona – expressão que significa ir a nocaute no boxe, mas também significa a lona do caminhão, com o qual ele foi embora – ele teve que sair de casa para se livrar desse amo doentio!).

“Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar” (Amor inesquecível, que acorrenta)

“Meus vinte anos de ‘boy’ – that’s over, baby! Freud explica” (Ele era bem mais novo que ela. Ele era um boy, ela era uma dama da sociedade. Freud explica um amor desse (Complexo de Édipo, talvez?)).

“Não vou me sujar fumando apenas um cigarro” (Ele não se sujar transando mais uma vez com ela, pois agora tem consciência de que nunca passará disso).

“Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval” ( Eles se conheceram em um carnaval. Voltando a falar das fotos dela, que iria jogar em um pano de guardar confetes, ele consolida o fim, dizendo que já passou seu carnaval (fantasia), passou o momento).

“E isso explica porque o sexo é assunto popular” ( Aqui ele faz um arremate do que parece ter sido apenas o que restou do amor dele por ela (ou dela por ele): sexo. Por isso o sexo é tão pular, pois apenas ele é valorizado).

“No mais, estou indo embora” (Assim encerra-se a canção. É a despedida de Zé Ramalho, mostrando que a fuga é o melhor caminho e uma decisão madura).

Toda essa explicação foi dada pelo próprio Zé Ramalho.

O meu guri – Chico Buarque

Intérprete – Chico Buarque

Compositor – Chico Buarque

Ano de divulgação – 1981

Álbum – Almanaque

letra e música – http://letras.terra.com.br/chico-buarque/66513/

“Já foi nascendo com cara de fome. Eu não tinha nem nome pra lhe dar”

Qual o pai que não sonha em dar uma boa vida para seu filho? A canção O meu guri, de Chico Buarque conta, através relato do próprio pai, esta realidade.

A letra da canção mostra que o guri é nascido em uma família pobre, que mora na favela e que apesar do esforço do pai, a esperança de que o filho tivesse um bom futuro era muito pequena, mas o garoto surpreende a todos, principalmente ao pai, que vê que o filho conseguiu ter um futuro realizado, com emprego, dinheiro e boa vida. Apesar de todas estas conquistas, o guri não se esquece de seu pai e da educação que recebeu, trazendo imenso orgulho ao seu progenitor.

Almanaque (1981) – disco que traz “O meu guri”

As referências do passado e do presente são bem destacadas pelo pai. Se antes era o pai que colocava o guri para dormir, agora a situação se inverteu.

A desigualdade social está presente na música, mas o ar de humildade do pai e do guri mostra que, apesar das adversidades, é possível ser feliz e orgulhoso sendo pobre ou rico.

Será que eu vou virar bolor? – Arnaldo Baptista

Intérprete – Arnaldo Baptista

Compositor – Arnaldo Baptista

Ano de divulgação – 1974

Álbum – Loki?

letra e música – http://letras.terra.com.br/arnaldo-baptista/399803/

O que é isso, meu amor? Será que eu vou virar bolor?

Canção que abre o disco Loki?, o primeiro de Arnaldo Baptista após deixar Os Mutantes, Será que eu vou virar bolor? é fundamental para quem quer compreender a história da música brasileira dos anos 70. Com um piano magistralmente tocado pelo próprio cantor, a melodia e a harmonia da canção lembra músicas de Jerry Lee Lewis e de Little Richard, clássicos dos anos 50. Dessa forma, Arnaldo mostra que a música do passado tinha muita qualidade e não deveria ser esquecida, como ele parece temer, ainda nos anos 70.

A letra da canção alerta para a mesma causa – “não gosto do Alice Cooper, onde é que está meu rock’n roll? (…) será que eu vou virar bolor?” – Arnaldo está preocupado com o esquecimento de boas canções dos anos 50 e 60 e o surgimento de coisas novas, caracterizando o rock nacional dos anos 70, um rock que parecia estar acabando e que só voltou com força para as rádios nos anos 80.

Outra preocupação presente na letra é a da realização dos sonhos. A década de 60 foi a década da geração sonhadora, que via grandes transformações não só no Brasil, mas em todo o mundo, Arnaldo, agora no início dos anos 70, cobra a realização de seus sonhos – “venho me apegando aos meus sonhos e à minha velha motocicleta, não gosto do pessoal da NASA, cadê meu disco voador?”.  

Loki? O polêmico e genial disco de Arnaldo Baptista

Muitos dizem que o disco Loki?,  assim como as composições presentes nele, foram feitas após um ataque nervoso do Arnaldo Baptista. Boato ou não, Arnaldo fez uma obra -prima e conseguiu fazer o que mais queria na época, ou seja, dizer que não era apenas um músico e compositor do Os Mutantes, mas também um grande contestador.

Podres Poderes – Caetano Veloso

Intérprete – Caetano Veloso

Compositor – Caetano Veloso

Ano de divulgação – 1984

Álbum – Velô

letra e música – http://letras.terra.com.br/caetano-veloso/44764/

“Será que esta minha estúpida retórica terá que soar, terá que se ouvir por mais zil anos?”

Podres Poderes traz um Caetano Veloso revoltado, irado com os erros e as faltas de revolta do povo. Na letra, Caetano cita os ditadores da América Católica, os burgueses, os paisanos, os capatazes e outras classes que estão preocupadas somente no bem próprio, fazendo os outros sofrerem, gestos que Caetano chama de ridículos, boçais e burros.

Caetano diz que gostaria de poder confiar e compartilhar com essas classes, mas é impossível, “tudo é muito mau”.

Velô, de 1984

Um fato inusitado e interessante da letra é quando Caetano questiona se apenas os “hermentinos pascoais, os tons e os mil tons, com seus sons geniais” poderão nos salvar. Nesse trecho fica implícito que apenas a música brasileira (como a de Hermeto Pascoal, Tom Jobim e Milton Nascimento) está salvando todos.

Podres Poderes faz o ouvinte pensar em tudo o que acontece de errado no mundo, principalmente no nosso país e questionar se não há ninguém para fazer as coisas mudarem.

Álbum Ave Noturna – Fágner

Artista – Fágner

Ano de lançamento – 1975

Gravadora – Continental

Principais canções – Fracassos,  O Astro Vagabundo e Última Mentira

Lançado em 1975, o segundo disco de Fágner recebeu ótimas críticas na época. Contando com canções românticas e canções mais regionais, Ave Noturna é até hoje o melhor disco do cantor e compositor cearense.

O disco se caracterizou por trazer obras totalmente diferentes do primeiro disco Manera fru-fru, manera. A intenção de Fágner era cantar estilos que mais lhe agradavam e assim, agradar também seu público. Conseguiu. O sucesso do álbum fez com que Fágner entrasse de vez para o cenário musical da época. A canção Beco dos baleiros foi trilha sonora da novela Ovelha negra, transmitida em 1975 pela Tv Tupi.

A força na voz de Fágner permeia por todas as canções do álbum, o que traz para o ouvinte o sotaque gostoso e cativante, característico do cantor.

O disco conta com composições do próprio Raimundo Fágner, do cineasta Cacá Diegues, do parceiro de Fágner, Fausto Nillo, do rei do baião, Luiz Gonzaga,  de Belchior, além de outros.

Ave Noturna , segundo LP de Fágner (1975)

Canções

Lado A

1. Fracassos (Raimundo Fágner)

2. A palo seco (Belchior)

3. O astro vagabundo (Raimundo Fágner e Fausto Nillo)

4. Beco dos baleiros (Papéis de chocolate) (Petrúcio Maia e Brandão)

5. Riacho do Navio (Zé Dantas e Luiz Gonzaga)

Lado B

1. Estrada de Santana (Petrúcio Maia e Brandão)

2. Última Mentira (Raimundo Fágner e Capinan)

3. Retrato Marrom ( Rodger Rogério e Fausto Nillo)

4. Ave Noturna (Raimundo Fágner e Cacá Diegues)

5. Antonio Conselheiro (Bumba meu boi) (adap. Raimundo Fágner)

Conversa de botas batidas – Los Hermanos

Intérprete – Los Hermanos

Compositor – Marcelo Camelo

Ano de divulgação – 2003

Álbum – Ventura

letra e música – http://letras.terra.com.br/los-hermanos/67554/

“É só lembrar que o amor é tão maior”

A banda Los Hermanos é conhecida por tocar músicas que falam de amor, emoções, momentos e pensamentos através de melodias suaves, com base nos teclados e nos metais. Conversa de botas batidas é mais uma dessas músicas.

3º álbum da banda Los Hermanos

A letra fala sobre uma história que Marcelo Camelo, o compositor e cantor da canção, leu em uma reportagem no jornal. Segundo o próprio Camelo, a reportagem fala sobre um casal de idosos que havia marcado um encontro amoroso depois de muito tempo sem se verem. O hotel em que eles se hospedaram veio a desabar. Na tentativa de salvar o maior número de hóspedes, um funcionário do hotel foi de quarto em quarto batendo nas portas, para que os hóspedes saíssem rapidamente, entretanto, ao bater no quarto do casal, a porta não foi aberta e ninguém respondeu. Não se sabe se eles não quiseram abrir para manter a intimidade, para fugirem do flagrante ou se estavam fugindo. Camelo deu uma nova hipótese para a negação ao alarme do funcionário. Conversa de botas batidas é um diálogo do casal que se ama, que sabe que o fim está chegando e tudo o que querem é curtir cada minuto que lhes restam. Eles só queriam o amor e nada, nem mesmo a queda de um hotel, atrapalharia o casal.

Com a explicação a letra torna-se fantástica. Uma visão romântica e totalmente pertinente para a história. Camelo fez com que uma tragédia virasse uma linda história de amor, lembrando as grandes tragédias shakespearianas, nas quais o final é triste, mas muito bonito e romântico.

Não quero dinheiro (Eu só quero amar) – Tim Maia

Intérprete – Tim Maia

Compositor – Tim Maia

Ano de divulgação – 1971

Álbum – Tim Maia (1971)

letra e música – http://letras.terra.com.br/tim-maia/48928/

“Quando a gente ama, não pensa em dinheiro, só se quer amar.”

Conhecido como o rei nacional do soul, Tim Maia ficou marcado pela sua voz forte e pela sua irreverência. Morreu jovem, aos 55 anos após crises por uso de drogas lícitas e ílicitas, mas ninguém pode dizer que ele não morreu feliz.

A carreira de Tim Maia foi sempre muito difícil, demorou para embalar sucessos e só gravou seu primeiro grande disco no ano de 1970. Depois disso, a música brasileira teve de se render ao talento do cantor, que sempre teve opiniões contraditórias e carregou fãs por todos os cantos do país.   

Não quero dinheiro (Eu só quero amar) é uma das canções mais famosas do “síndico” da música brasileira. A canção diz que o importante é o amor e nunca o dinheiro, ao contrário do que muitos dizem. Para Tim Maia, “o dinheiro é capaz de comprar muitas coisas, como bebidas, comidas e até amizades, mas o amor verdadeiro ele não compra”. Foi assim que o compositor e cantor levou a sua vida. Com muito amor.

Não quero dinheiro (Eu só quero amar) é um hino do movimento disco no Brasil e é cantada e tocada até hoje nas boates e bares dançantes.

Primeiros Erros – Kiko Zambianchi

Intérprete – Kiko Zambianchi

Compositor – Kiko Zambianchi

Ano de divulgação – 1985

Álbum – Choque

letra e música – http://letras.terra.com.br/kiko-zambianchi/46827/

“Meu destino não é de ninguém, eu não deixo os meus passos no chão”

Apesar de ter ficado mais conhecida em 2000, quando a banda Capital Inicial gravou a canção, Primeiros Erros já havia feito sucesso na década de 80. O compositor e cantor Kiko Zambianchi lançava seu primeiro CD, que só conseguiu emplacar graças a Primeiros Erros. Kiko nunca foi um grande nome do rock nacional, mas esta canção é conhecida e cantada por muitas pessoas que gostam de um bom rock.

Primeiro álbum de Kiko Zambianchi

A letra fala de uma pessoa que errou muito no passado e agora vê que esses erros não podem mais ser evitados. A chuva e o sol são as metáforas bem utilizadas para falar dos erros e acertos. Por mais que essa pessoa tente voltar ao passado (o que é impossível) e ser sol (acertos), irá chover (erros).

A história da música é uma lição de que não podemos voltar ao passado, por isso temos que procurar acertar sempre, para que as consequências não venham no futuro.